Quanto está o CDI atualmente?
O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é um dos principais referenciais do mercado financeiro brasileiro e está diretamente ligado aos rendimentos de aplicações de renda fixa. Em agosto, o CDI mensal ficou em 1,16%, refletindo a Selic de 15% ao ano. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 14,90%, confirmando sua relevância para quem investe em ativos atrelados a essa taxa.
Acompanhar o CDI diariamente ou mensalmente é essencial para planejar melhor sua carteira de investimentos.
O que é CDI e qual sua função no mercado
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa utilizada nas operações de curtíssimo prazo entre bancos. O Banco Central exige que as instituições financeiras encerrem o dia com saldo positivo, e, para isso, algumas acabam pegando recursos emprestados de outras. Essas transações, que geralmente são liquidadas em até 24 horas, geram a taxa.
A média dos juros cobrados nesses empréstimos diários se transforma no indicador que influencia diretamente aplicações como CDBs, LCIs, LCAs e fundos DI.
A Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados) divulga diariamente a Taxa DI, que serve de base para o CDI. Assim, acompanhar o essa taxa hoje é indispensável para ajustar sua estratégia e prever o rendimento real de seus investimentos.
CDI nos últimos 12 meses
Confira a variação mensal do CDI entre julho de 2024 e setembro de 2025:
| Mês | CDI mensal |
|---|---|
| Julho/24 | 0,91% |
| Agosto/24 | 0,87% |
| Setembro/24 | 0,84% |
| Outubro/24 | 0,93% |
| Novembro/24 | 0,79% |
| Dezembro/24 | 0,93% |
| Janeiro/25 | 0,91% |
| Fevereiro/25 | 0,99% |
| Março/25 | 0,96% |
| Abril/25 | 1,06% |
| Maio/25 | 1,14% |
| Junho/25 | 1,10% |
| Julho/25 | 1,28% |
| Agosto/25 | 1,16% |
| Setembro/25 | 0,72%* |
*dados parciais do mês.
CDI em 2025: desempenho até setembro
O acumulado do CDI em 2025 está em 9,82%. Veja a taxa mês a mês:
- Janeiro: 0,91%
- Fevereiro: 0,99%
- Março: 0,96%
- Abril: 1,06%
- Maio: 1,14%
- Junho: 1,10%
- Julho: 1,28%
- Agosto: 1,16%
- Setembro: 0,72% (mês em aberto)
CDI em 2024: evolução ao longo do ano
Em 2024, o CDI acumulou 10,88%. O desempenho mensal foi o seguinte:
- Janeiro: 0,97%
- Fevereiro: 0,80%
- Março: 0,83%
- Abril: 0,89%
- Maio: 0,82%
- Junho: 0,79%
- Julho: 0,91%
- Agosto: 0,87%
- Setembro: 0,84%
- Outubro: 0,93%
- Novembro: 0,79%
- Dezembro: 0,93%
Como calcular valores pelo CDI
Quem deseja atualizar valores utilizando a taxa pode recorrer à Calculadora do Cidadão, do Banco Central. A ferramenta permite simular correções ao inserir o período desejado e o valor inicial.
CDI e Selic: qual a relação
O CDI anda de mãos dadas com a taxa Selic, já que ambas refletem o custo do dinheiro no país. Em setembro de 2025, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, e o comunicado indicou que os juros devem permanecer nesse patamar por mais tempo, buscando o controle da inflação.
Com a Selic estável, o CDI também segue alto, em 1,16% ao mês e 14,90% em 12 meses. Isso confirma como mudanças na Selic impactam diretamente o CDI e reforça a importância de acompanhar esses índices para definir estratégias de renda fixa.
Impacto do CDI nos investimentos
O CDI é referência para diversos ativos de renda fixa, especialmente os pós-fixados. Entre os principais estão:
- CDB e RDB (Certificado e Recibo de Depósito Bancário);
- LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio);
- LC (Letra de Câmbio);
- Fundos DI.
Quais os investimentos mais atrativos para 2025?
Não existe um investimento único que sirva para todos os perfis. Porém, com a Selic mantida em 15% ao ano e o CDI elevado, os ativos atrelados a esse índice ganham destaque, como CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic.
A renda fixa segue oferecendo forte rendimento real, próximo de 10% ao ano descontando a inflação, o que deve se manter até possíveis cortes de juros, previstos apenas para 2026.
O que é renda fixa e por que investir
A renda fixa se caracteriza por investimentos que possuem regras claras de remuneração. Existem três categorias principais:
- Pré-fixados: taxa de juros definida no momento da aplicação;
- Pós-fixados: variação atrelada a índices como CDI ou Selic;
- Híbridos: combinação de taxa fixa e indicador, geralmente inflação.
Entre os produtos mais comuns estão:
- Tesouro Direto;
- CDBs;
- LCIs e LCAs;
- CRIs e CRAs;
- Debêntures.
Bolsa de valores em 2025: o que esperar
O mercado de ações deve enfrentar oscilações, mas segue com boas perspectivas. O Ibovespa mantém níveis elevados, mesmo diante de instabilidade internacional. Além disso, o início do ciclo de cortes de juros nos EUA pode impulsionar tanto a bolsa americana quanto a brasileira.
Com a Selic em 15%, a renda fixa segue sendo uma opção sólida, mas a bolsa ainda pode gerar oportunidades para quem busca diversificação.