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CDI hoje: entenda a taxa de 1,16% ao mês e como aproveitar nos investimentos

Quanto está o CDI atualmente?

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é um dos principais referenciais do mercado financeiro brasileiro e está diretamente ligado aos rendimentos de aplicações de renda fixa. Em agosto, o CDI mensal ficou em 1,16%, refletindo a Selic de 15% ao ano. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 14,90%, confirmando sua relevância para quem investe em ativos atrelados a essa taxa.

Acompanhar o CDI diariamente ou mensalmente é essencial para planejar melhor sua carteira de investimentos.

O que é CDI e qual sua função no mercado

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa utilizada nas operações de curtíssimo prazo entre bancos. O Banco Central exige que as instituições financeiras encerrem o dia com saldo positivo, e, para isso, algumas acabam pegando recursos emprestados de outras. Essas transações, que geralmente são liquidadas em até 24 horas, geram a taxa.

A média dos juros cobrados nesses empréstimos diários se transforma no indicador que influencia diretamente aplicações como CDBs, LCIs, LCAs e fundos DI.

A Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados) divulga diariamente a Taxa DI, que serve de base para o CDI. Assim, acompanhar o essa taxa hoje é indispensável para ajustar sua estratégia e prever o rendimento real de seus investimentos.

CDI nos últimos 12 meses

Confira a variação mensal do CDI entre julho de 2024 e setembro de 2025:

MêsCDI mensal
Julho/240,91%
Agosto/240,87%
Setembro/240,84%
Outubro/240,93%
Novembro/240,79%
Dezembro/240,93%
Janeiro/250,91%
Fevereiro/250,99%
Março/250,96%
Abril/251,06%
Maio/251,14%
Junho/251,10%
Julho/251,28%
Agosto/251,16%
Setembro/250,72%*

*dados parciais do mês.

CDI em 2025: desempenho até setembro

O acumulado do CDI em 2025 está em 9,82%. Veja a taxa mês a mês:

  • Janeiro: 0,91%
  • Fevereiro: 0,99%
  • Março: 0,96%
  • Abril: 1,06%
  • Maio: 1,14%
  • Junho: 1,10%
  • Julho: 1,28%
  • Agosto: 1,16%
  • Setembro: 0,72% (mês em aberto)

CDI em 2024: evolução ao longo do ano

Em 2024, o CDI acumulou 10,88%. O desempenho mensal foi o seguinte:

  • Janeiro: 0,97%
  • Fevereiro: 0,80%
  • Março: 0,83%
  • Abril: 0,89%
  • Maio: 0,82%
  • Junho: 0,79%
  • Julho: 0,91%
  • Agosto: 0,87%
  • Setembro: 0,84%
  • Outubro: 0,93%
  • Novembro: 0,79%
  • Dezembro: 0,93%

Como calcular valores pelo CDI

Quem deseja atualizar valores utilizando a taxa pode recorrer à Calculadora do Cidadão, do Banco Central. A ferramenta permite simular correções ao inserir o período desejado e o valor inicial.

CDI e Selic: qual a relação

O CDI anda de mãos dadas com a taxa Selic, já que ambas refletem o custo do dinheiro no país. Em setembro de 2025, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, e o comunicado indicou que os juros devem permanecer nesse patamar por mais tempo, buscando o controle da inflação.

Com a Selic estável, o CDI também segue alto, em 1,16% ao mês e 14,90% em 12 meses. Isso confirma como mudanças na Selic impactam diretamente o CDI e reforça a importância de acompanhar esses índices para definir estratégias de renda fixa.

Impacto do CDI nos investimentos

O CDI é referência para diversos ativos de renda fixa, especialmente os pós-fixados. Entre os principais estão:

  • CDB e RDB (Certificado e Recibo de Depósito Bancário);
  • LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio);
  • LC (Letra de Câmbio);
  • Fundos DI.

Quais os investimentos mais atrativos para 2025?

Não existe um investimento único que sirva para todos os perfis. Porém, com a Selic mantida em 15% ao ano e o CDI elevado, os ativos atrelados a esse índice ganham destaque, como CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic.

A renda fixa segue oferecendo forte rendimento real, próximo de 10% ao ano descontando a inflação, o que deve se manter até possíveis cortes de juros, previstos apenas para 2026.

O que é renda fixa e por que investir

A renda fixa se caracteriza por investimentos que possuem regras claras de remuneração. Existem três categorias principais:

  • Pré-fixados: taxa de juros definida no momento da aplicação;
  • Pós-fixados: variação atrelada a índices como CDI ou Selic;
  • Híbridos: combinação de taxa fixa e indicador, geralmente inflação.

Entre os produtos mais comuns estão:

  • Tesouro Direto;
  • CDBs;
  • LCIs e LCAs;
  • CRIs e CRAs;
  • Debêntures.

Bolsa de valores em 2025: o que esperar

O mercado de ações deve enfrentar oscilações, mas segue com boas perspectivas. O Ibovespa mantém níveis elevados, mesmo diante de instabilidade internacional. Além disso, o início do ciclo de cortes de juros nos EUA pode impulsionar tanto a bolsa americana quanto a brasileira.

Com a Selic em 15%, a renda fixa segue sendo uma opção sólida, mas a bolsa ainda pode gerar oportunidades para quem busca diversificação.

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