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Dólar hoje avança com cautela após trégua entre Estados Unidos e China

Mesmo após o anúncio de uma trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo, o mercado ainda demonstra desconfiança e mantém o dólar em alta diante do real nesta sexta-feira (30).

Trégua comercial traz alívio temporário ao mercado

Os Estados Unidos e a China anunciaram uma trégua de um ano em suas disputas comerciais, envolvendo a redução de tarifas e a suspensão de controles sobre exportações de terras raras. O acordo foi fechado após a primeira reunião em seis anos entre os líderes Donald Trump e Xi Jinping, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), realizada em Busan, na Coreia do Sul.

Apesar do clima diplomático positivo, analistas e investidores mostram-se cautelosos. A principal preocupação é de que o acordo represente apenas uma pausa momentânea nas tensões, e não um passo concreto rumo à estabilização duradoura entre as duas potências.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h10, o dólar à vista registrava alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,372 na venda. Já na B3, o contrato futuro para novembro, o mais negociado no momento, subia 0,36%, chegando a R$ 5,379.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,371
Venda: R$ 5,372

Dólar turismo
Compra: R$ 5,415
Venda: R$ 5,595

Entenda o que está movimentando o câmbio hoje

O anúncio da trégua comercial entre China e Estados Unidos ocorre em meio a um cenário global de incertezas. Segundo comunicado conjunto, os países decidiram adiar por um ano a implementação de novas medidas que poderiam impactar setores estratégicos.

De acordo com o documento, Pequim suspendeu temporariamente os controles sobre a exportação de terras raras, enquanto Washington interrompeu a ampliação de restrições tecnológicas a subsidiárias chinesas. As decisões aliviam parte das tensões que vinham afetando o comércio global e pressionando os mercados emergentes.

Política monetária dos EUA segue no radar dos investidores

Outro ponto de atenção é a recente decisão do Federal Reserve (Fed), que reduziu os juros americanos em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. A medida era amplamente esperada pelo mercado, mas a falta de consenso entre os dirigentes do banco central americano e o tom incerto do presidente Jerome Powell aumentaram a cautela dos investidores.

Durante a coletiva após o anúncio, Powell afirmou que um novo corte de juros em dezembro ainda não está garantido, o que adiciona volatilidade às apostas sobre a trajetória da política monetária dos Estados Unidos nos próximos meses.

Incertezas limitam o otimismo com a trégua

Apesar do alívio inicial, o sentimento predominante no mercado é de prudência. O histórico de conflitos comerciais entre as duas potências e o cenário de desaceleração econômica global fazem com que investidores mantenham postura defensiva.

A combinação entre dúvidas sobre a duração da trégua sino-americana e incertezas sobre os próximos passos do Fed deve continuar influenciando o comportamento do câmbio nos próximos dias, mantendo o dólar em patamares elevados diante do real.

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