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Dólar cai para menos de R$ 5,20 com foco nas decisões de juros no Brasil e nos EUA

Mercado acompanha a Super Quarta e aposta em manutenção das taxas

O dólar comercial opera em queda frente ao real nesta quarta-feira, 28, dando continuidade ao movimento de baixa registrado no pregão anterior. O mercado financeiro mantém atenção total na primeira Super Quarta do ano, data marcada pelas decisões de política monetária tanto no Brasil, conduzidas pelo Banco Central, quanto nos Estados Unidos, sob responsabilidade do Federal Reserve.

O cenário internacional e doméstico concentra expectativas sobre os rumos dos juros, fator que tem influenciado diretamente o comportamento da moeda norte-americana nos últimos dias.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 11h13, o dólar à vista registrava recuo de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,188 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em fevereiro, atualmente o contrato mais negociado na B3, apresentava leve alta de 0,02%, cotado a R$ 5,184.

No encerramento da sessão anterior, na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em R$ 5,2074, acumulando queda de 1,38%. O movimento foi impulsionado pelo enfraquecimento global do dólar e pela continuidade da entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro.

Dólar comercial hoje

Compra: R$ 5,187
Venda: R$ 5,188

O que explica a queda do dólar?

Após registrar na terça-feira a menor cotação de fechamento desde 28 de maio de 2024, o dólar voltou a abrir em baixa nesta quarta-feira. O desempenho segue influenciado pela desvalorização da moeda americana frente a outras divisas no mercado internacional e pela busca de investidores estrangeiros por ativos brasileiros.

No cenário doméstico, as projeções seguem cautelosas. A maior parte dos analistas espera que o Comitê de Política Monetária mantenha a taxa Selic em 15%. Ainda assim, o foco está no comunicado oficial, em busca de sinais sobre quando pode começar o ciclo de cortes nos juros.

Decisão do Fed e impacto global

Nos Estados Unidos, a definição da taxa básica ocorre em meio a pressões políticas do presidente Donald Trump, que tem defendido reduções mais agressivas nos juros. Apesar disso, o entendimento predominante no mercado é de que o Federal Reserve deve manter os juros no intervalo entre 3,5% e 3,75%.

Os investidores, no entanto, acompanham atentamente qualquer indicação sobre possíveis mudanças na política monetária no médio e longo prazo. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, há 97% de probabilidade de manutenção da taxa. Para o Bank of America, o Comitê Federal de Mercado Aberto permanece em posição de espera até que o balanço de riscos apresente alterações relevantes.

Questionado sobre a forte queda recente do dólar, Trump afirmou que o patamar atual da moeda é “ótimo”, reforçando a percepção de que o governo norte-americano vê com bons olhos um dólar mais fraco, estratégia que favorece a competitividade das exportações do país.

Enquanto isso, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta das principais divisas globais, recuou cerca de 1,2% e atingiu, na terça-feira, o menor nível desde fevereiro de 2022, aos 95,57 pontos.

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