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Dólar cai para menos de R$ 5,40 pela primeira vez desde setembro após dados de inflação no Brasil e EUA

Investidores aguardam plano do governo para empresas impactadas pela tarifa americana de 50%

O dólar comercial apresentou forte queda contra o real nesta terça-feira, refletindo os últimos dados de inflação tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA mostrou alta de 0,2% em julho, em linha com as expectativas dos economistas, reforçando a possibilidade de redução dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima reunião.

Cotação do dólar hoje e desempenho no mercado

Por volta das 12h23, o dólar à vista registrava uma queda de 0,85%, sendo negociado a R$ 5,398 na venda. No mercado futuro da B3, o contrato com vencimento mais próximo caiu 0,82%, cotado a R$ 5,423.

Na segunda-feira, o dólar fechou em alta leve, subindo 0,18% e atingindo R$ 5,4439.

Vale destacar que a última vez que a moeda americana operou abaixo dos R$ 5,40 foi em 19 de setembro de 2024, quando chegou a R$ 5,394, repetindo essa marca no fechamento em 24 de junho de 2024, com R$ 5,393.

O Banco Central anunciou para esta terça-feira um leilão de até 35 mil contratos de swap cambial tradicional, visando a rolagem dos contratos com vencimento em 1º de setembro de 2025.

Contexto da queda: inflação brasileira abaixo do esperado e perspectivas para a Selic

O mercado iniciou o dia com leve valorização do dólar, acompanhando a alta da moeda no exterior. No entanto, o cenário mudou após a divulgação do IPCA de julho, que veio abaixo da expectativa. O indicador oficial de inflação do Brasil avançou 0,26% no mês, enquanto a mediana das previsões era de 0,37%, segundo economistas consultados pela Reuters.

Essa desaceleração na inflação reforça a possibilidade de o Banco Central antecipar o início do ciclo de redução da taxa Selic, previsto para dezembro deste ano ou janeiro de 2026, segundo especialistas do mercado.

Impacto do relatório da Opep e tarifa dos EUA sobre o mercado

Os preços do petróleo também tiveram queda acelerada, influenciados pelo relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A entidade manteve a previsão de crescimento da demanda global pela commodity para 2025, mas elevou as estimativas para 2026. Além disso, a Opep reiterou que a oferta fora dos países do grupo Opep+ deve crescer em 800 mil barris por dia em 2025, com destaque para aumentos vindos dos Estados Unidos, Brasil, Canadá e Argentina.

Em paralelo, uma pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec apontou que 75% dos brasileiros veem a tarifa de 50% aplicada pelo governo Trump como uma medida de cunho político, que impacta negativamente as empresas nacionais.

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