O dólar apresenta desvalorização frente ao real nesta quinta-feira (14), devolvendo parte da forte alta observada no pregão anterior. Na quarta-feira, a moeda ultrapassou novamente a marca de R$ 5,00 após repercussões envolvendo notícias sobre supostas conexões entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco Master.
Cotação do dólar hoje
Por volta das 9h06, o dólar à vista registrava queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 4,996 para venda. Já o contrato futuro com vencimento em junho, considerado o mais negociado da B3 no momento, recuava 0,09%, cotado a R$ 5,021.
Dólar comercial
- Compra: R$ 4,995
- Venda: R$ 4,996
Entenda os motivos da queda do dólar
Especialistas do mercado financeiro avaliam que as recentes informações divulgadas sobre Flávio Bolsonaro podem afetar sua força política no cenário eleitoral. Atualmente, o senador é visto por parte do mercado como um dos principais nomes da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos, o episódio influencia diretamente a percepção dos investidores sobre as chances eleitorais do parlamentar.
De acordo com o especialista, ainda não é possível medir o impacto das notícias sobre a intenção de voto, mas a avaliação é que o cenário reduz a competitividade de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Esse tipo de movimento costuma gerar reflexos na bolsa de valores, na curva de juros e também nas expectativas econômicas relacionadas às eleições.
Mercado externo também influencia o dólar
No cenário internacional, a moeda dos Estados Unidos operava em alta diante de outras divisas. O movimento foi impulsionado pelo avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.
Investidores também passaram a considerar a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda este ano. Além disso, o mercado acompanha atentamente a reunião de dois dias entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, fator que também movimenta os mercados globais.
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