Incertezas sobre a possível paralisação do governo dos Estados Unidos e falas de autoridades econômicas brasileiras movimentam o câmbio nesta segunda-feira.
Cotação do dólar hoje
No começo da manhã desta segunda-feira (29), o dólar apresentou desvalorização frente ao real, acompanhando o desempenho negativo da moeda norte-americana em relação a outras divisas internacionais. O movimento reflete a preocupação global com o impasse no Congresso dos EUA para aprovar a lei orçamentária antes do prazo final de terça-feira.
Às 11h19, o dólar à vista registrava queda de 0,37%, sendo negociado a R$ 5,318. Já o contrato futuro para outubro, o mais negociado na B3, recuava 0,35%, cotado a R$ 5,336.
Na última sexta-feira (26), a moeda já havia encerrado o dia em baixa de 0,49%, valendo R$ 5,3386.
Dólar comercial e turismo hoje
- Dólar comercial: compra a R$ 5,317 e venda a R$ 5,318
- Dólar turismo: compra a R$ 5,351 e venda a R$ 5,531
O que influencia a moeda nesta segunda-feira?
O desempenho do dólar no exterior tem sido pressionado pela expectativa de novos indicadores econômicos nos próximos dias e pela tensão em torno das negociações orçamentárias nos Estados Unidos. Caso não haja acordo no Congresso até terça-feira, parte do governo norte-americano poderá ser paralisada.
Às 10h57, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, apresentava queda de 0,29%, a 97,859 pontos.
Repercussão no Brasil
No cenário doméstico, a moeda iniciou o pregão próxima à estabilidade, mas logo se alinhou ao movimento global e passou a recuar diante do real. Além do ambiente externo, investidores acompanharam atentamente falas de autoridades brasileiras no Itaú Macro Vision, realizado em São Paulo.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o governo não pretende realizar ajustes fiscais por meio da venda de patrimônio público, reforçando o compromisso com as metas fiscais definidas para 2025 e 2026.
“A meta da LDO está sendo perseguida com todo o esforço. Para 2026 vai ser igual”, afirmou Haddad.
Também presente no evento, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou de debates sobre política econômica, reforçando a atenção do mercado às perspectivas fiscais e monetárias do país.
Leia também: