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Dólar recua para R$ 5,22 e segue movimento global de enfraquecimento

O dólar apresenta queda expressiva frente ao real nesta terça-feira (27), refletindo um cenário externo mais favorável a moedas emergentes e a desvalorização da divisa americana frente a pares desenvolvidos.

No mercado doméstico, investidores analisam os dados mais recentes da inflação brasileira, enquanto, no exterior, o dólar perde força diante de um conjunto amplo de moedas, em um dia marcado por ajustes antes das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Dólar hoje: confira a cotação atualizada

Por volta das 12h36, o dólar à vista registrava recuo de 1,06%, sendo negociado a R$ 5,224 na venda. Já o contrato futuro de dólar para fevereiro, que concentra o maior volume de negociações na B3, apresentava baixa de 0,55%, cotado a R$ 5,259.

No fechamento da segunda-feira, a moeda americana havia encerrado o dia a R$ 5,2800, com queda de 0,14%.

Dólar comercial

Compra: R$ 5,223
Venda: R$ 5,224

O que explica a queda do dólar hoje?

Um dos principais fatores por trás do movimento é a expectativa de manutenção das taxas de juros tanto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) quanto pelo Federal Reserve (Fed). As reuniões dos dois bancos centrais começam nesta terça-feira e se encerram na quarta-feira (28).

Esse cenário favorece operações de carry trade, estratégia que se beneficia do diferencial de juros, especialmente positivo para o Brasil, o que acaba sustentando o desempenho do real frente ao dólar.

Cenário internacional também influencia o câmbio

Além da política monetária, os mercados seguem incorporando um prêmio de risco associado à imprevisibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entre as preocupações estão a possibilidade de um novo shutdown do governo americano a partir de sábado, pressões inflacionárias mais disseminadas e os efeitos de um inverno rigoroso no hemisfério norte.

O frio intenso elevou o preço do gás natural acima de US$ 6, nível que não era observado desde 2022. Soma-se a isso a expectativa em torno da indicação do próximo presidente do Federal Reserve por Trump, diante da saída prevista de Jerome Powell em maio.

Juros e inflação no radar dos investidores

No mercado de juros, os contratos futuros operam próximos aos ajustes, refletindo a divulgação do IPCA-15 abaixo das medianas esperadas pelo mercado e a leve alta nos rendimentos dos Treasuries de médio e longo prazo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15, considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,20% em janeiro. Em dezembro, o índice havia subido 0,25%. A projeção de economistas consultados pela Reuters apontava para uma alta de 0,21% no período.

Custo da construção acelera em janeiro

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas divulgou que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) registrou aceleração, com alta de 0,63% em janeiro, após avanço de 0,21% em dezembro.

Com esse resultado, o INCC-M passou a acumular uma valorização de 6,01% nos últimos 12 meses, reforçando a pressão de custos no setor da construção civil.

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