Inflação de janeiro avança 0,33% e fica dentro do projetado pelo mercado
O dólar comercial apresenta valorização frente ao real nesta terça-feira (10), depois de ter encerrado o pregão anterior no menor patamar desde o fim de maio de 2024. O movimento ocorre em meio à repercussão dos dados de inflação de janeiro, que vieram praticamente em linha com as expectativas, e à atenção dos investidores para a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em um evento promovido pelo BTG Pactual.
Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,1886, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, refletindo um ambiente de maior apetite ao risco. Nesta manhã, no entanto, o mercado ajusta posições à espera de novos sinais tanto do cenário doméstico quanto internacional.
Qual é a cotação do dólar hoje?
Por volta das 9h11, o dólar à vista registrava alta de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,196 na venda. Já no mercado futuro, o contrato de dólar para março, atualmente o mais negociado na B3, recuava 0,13%, aos R$ 5,210.
Essas oscilações mostram um mercado ainda cauteloso, que reage aos dados econômicos recentes, mas evita movimentos mais bruscos enquanto aguarda novos direcionadores.
Dólar comercial hoje
Compra: R$ 5,196
Venda: R$ 5,196
O que influenciou o dólar nesta terça-feira?
O principal destaque do dia no cenário interno foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador subiu 0,33% em janeiro na comparação com dezembro, repetindo a variação registrada no mês anterior. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses passou a 4,44%.
O resultado ficou muito próximo das projeções do mercado. De acordo com pesquisa da Reuters, a expectativa era de uma alta mensal de 0,32% e de um avanço de 4,43% em 12 meses. Caso confirmado exatamente nesse patamar, o índice indicaria aceleração em relação aos 4,26% registrados em dezembro.
Agenda corporativa movimenta o mercado
Além dos dados macroeconômicos, o noticiário corporativo também chama a atenção dos investidores. A Petrobras divulga após o fechamento do mercado seus números de produção e vendas de petróleo e combustíveis referentes ao quarto trimestre, além de informações relacionadas a 2025.
Durante a manhã, Motiva e BB Seguridade realizam teleconferências para comentar os resultados trimestrais. Já após o encerramento do pregão, é a vez de Suzano e TIM apresentarem seus balanços, o que pode gerar impactos pontuais nas ações e no humor do mercado.
Cenário internacional segue no radar
No exterior, os investidores acompanham de perto os próximos relatórios sobre emprego e inflação nos Estados Unidos. A divulgação desses dados foi adiada em função da paralisação do governo norte-americano, que durou três dias, mas segue sendo um fator relevante para a formação das expectativas em relação à política monetária do país.
A combinação entre indicadores econômicos, discursos de autoridades e resultados corporativos deve continuar influenciando o comportamento do dólar ao longo do dia.
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