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Dólar sobe com inflação nos EUA e julgamento de Bolsonaro no radar

A semana começa com o dólar em alta frente ao real, em meio à expectativa com indicadores dos Estados Unidos e tensões no cenário político brasileiro. O movimento fortalece o carry trade, estratégia que atrai capital estrangeiro para países emergentes como o Brasil.

Cotação do dólar nesta segunda-feira

Por volta das 11h54, o dólar à vista avançava 0,46%, sendo negociado a R$ 5,438 na venda. Já na B3, o contrato de dólar para outubro, o mais líquido no momento, caía 0,17%, cotado a R$ 5.436.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,437
  • Venda: R$ 5,438

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,418
  • Venda: R$ 5,598

O que influencia o câmbio hoje

O dia começou com leve queda da moeda americana, mas a tendência logo se inverteu. O avanço está ligado a dois fatores principais: a retomada do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, prevista para esta semana, e as expectativas de cortes nos juros dos EUA após a divulgação de um payroll mais fraco na última sexta-feira.

Além disso, o cenário internacional ganhou mais um elemento de incerteza: a renúncia do primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba, que deixou o cargo após derrotas eleitorais. A saída pode marcar o início de um período instável para a quarta maior economia do planeta.

Impacto no mercado internacional

Apesar da saída de Ishiba ter pressionado o iene, a desvalorização da moeda japonesa não foi suficiente para impedir a queda do DXY, índice que compara o dólar a seis divisas fortes. Às 10h27, o DXY recuava 0,36%, marcando 97,521 pontos.

No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central trouxe pequenas revisões nas estimativas para o câmbio. A mediana para o dólar no fim de 2024 caiu de R$ 5,56 para R$ 5,55. Para 2025, passou de R$ 5,62 para R$ 5,60.

Visão do mercado financeiro

De acordo com relatório do Morgan Stanley, assinado pelas estrategistas Ioana Zamfir e Sofia Palacios, há chance de o real romper o patamar de R$ 5,40, impulsionado pela atratividade do carry trade. No entanto, a expectativa é de que o ritmo de valorização perca força nos próximos meses.

Elas também alertam que as incertezas políticas podem aumentar até o fim do ano, em função dos processos envolvendo Bolsonaro e das discussões sobre o orçamento do próximo ciclo eleitoral. Por isso, o banco mantém posição neutra em relação ao câmbio e foca em estratégias no mercado de juros.

Atuação do banco central

Nesta segunda-feira, o Banco Central realizará leilão de até 40 mil contratos de swap cambial tradicional, com objetivo de rolagem dos vencimentos programados para 1º de outubro de 2025.

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