A última sessão da semana é marcada por divulgações econômicas relevantes no Brasil e pelo comportamento dos mercados globais
O Ibovespa futuro apresenta variação próxima da estabilidade nesta segunda-feira (29), refletindo a cautela dos investidores diante do noticiário internacional e da agenda econômica doméstica. Por volta das 9h11, no horário de Brasília, o contrato com vencimento em fevereiro registrava leve alta de 0,04%, aos 164.080 pontos.
O mercado acompanha de perto os desdobramentos geopolíticos e a divulgação de dados econômicos importantes no Brasil, em um pregão que marca a última segunda-feira do ano.
Agenda econômica brasileira concentra atenções
Entre os destaques do dia está o resultado fiscal do governo central referente ao mês de novembro, com divulgação prevista para o início da tarde. Após o anúncio, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, deve conceder entrevista à imprensa.
Ainda pela manhã, a Fundação Getulio Vargas divulgou os dados do IGP-M de dezembro e os números atualizados da confiança da indústria.
IGP-M fecha o ano em queda acumulada
O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) apresentou recuo de 0,01% em dezembro, encerrando o ano com queda acumulada de 1,05%. A projeção de analistas consultados pela Reuters indicava alta mensal de 0,15%.
No acumulado de 2024, o índice havia registrado avanço de 6,54%, o que evidencia a desaceleração observada ao longo deste ano.
Confiança da indústria mostra recuperação parcial
A confiança da indústria brasileira apresentou melhora em dezembro na comparação mensal, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas. O movimento é interpretado como uma recuperação parcial do indicador, que ainda segue abaixo do nível observado no mesmo período do ano anterior.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 3,8 pontos frente a novembro, alcançando 92,9 pontos. Ao todo, 13 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança. Em relação a dezembro de 2024, o índice acumulou queda de 7,2 pontos.
Focus reduz projeções de inflação
A pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, mostrou nova redução marginal nas expectativas de inflação para este ano e o próximo. As estimativas para a taxa Selic permaneceram inalteradas.
Para 2025, a projeção do IPCA recuou para 4,32%, ante 4,33% na semana anterior, marcando o sétimo corte consecutivo. Já para 2026, a expectativa passou de 4,06% para 4,05%, na sexta redução seguida.
A meta de inflação do Banco Central é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Expectativa para a Selic segue estável
Os economistas mantiveram a projeção de que a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, deve encerrar 2026 em 12,25%. O primeiro corte nos juros é esperado para março, com redução de 0,5 ponto percentual.
Para o fim de 2027, a mediana das estimativas aponta juros em 10,50%, segundo o levantamento.
Mercados globais e commodities influenciam o pregão
No exterior, os investidores operam atentos à perspectiva de novos cortes de juros pelo Federal Reserve. As bolsas caminham para encerrar o ano em patamares recordes, enquanto o dólar permanece próximo do menor nível em três anos.
No mercado de commodities, os preços futuros do minério de ferro avançaram nesta segunda-feira, impulsionados pela sinalização da China de políticas fiscais mais ativas em 2026, o que elevou as expectativas de demanda pelo insumo utilizado na produção de aço.
Minério de ferro e petróleo registram alta
O contrato de maio do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 2,58%, a 796,5 iuanes por tonelada. Durante a sessão, o preço chegou a atingir 803 iuanes, o maior nível desde 3 de dezembro.
Os preços do petróleo também avançaram mais de US$ 1, à medida que investidores avaliaram as negociações entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia sobre um possível acordo para encerrar o conflito no leste europeu e evitar riscos de interrupção no fornecimento da commodity no Oriente Médio.
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