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Petróleo encerra sessão em leve valorização após avanço nas negociações entre EUA e Irã

Mercado reage a acordo sobre o Estreito de Ormuz e tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo fecharam em alta moderada nesta quinta-feira, 28, em um pregão marcado por oscilações. O mercado acompanhou de perto os desdobramentos de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, ao mesmo tempo em que monitorava os novos conflitos militares no Oriente Médio.

O petróleo WTI, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), registrou valorização de 0,25%, equivalente a US$ 0,22, encerrando o dia cotado a US$ 88,90 por barril no contrato para julho.

Já o Brent, referência global negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, avançou 0,49%, com ganho de US$ 0,45, fechando a US$ 92,70 por barril nos contratos para agosto.

Expectativa de estabilidade no Estreito de Ormuz influenciou os preços

Durante parte da sessão, os contratos chegaram a operar em baixa diante da perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio. No entanto, o petróleo voltou a subir ao longo da tarde, acumulando avanço superior a 1% em determinados momentos.

Segundo informações divulgadas pela Axios, representantes de Washington e Teerã chegaram a um entendimento preliminar para garantir navegação “irrestrita” no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Apesar disso, o cenário segue instável. A força aérea de Israel realizou um ataque em um subúrbio de Beirute, no Líbano, aumentando as preocupações do mercado com novos desdobramentos militares na região.

Investidores seguem divididos entre risco geopolítico e expectativa de acordo

De acordo com Matt Britzman, analista da Hargreaves Lansdown, o mercado de petróleo continua dividido entre as tensões geopolíticas de curto prazo e a expectativa de que os países envolvidos ainda tenham interesse em manter os fluxos globais de energia funcionando normalmente.

A combinação entre risco de conflitos e esperança de estabilização mantém os investidores cautelosos, principalmente diante da importância estratégica do Oriente Médio para o abastecimento mundial da commodity.

Guerra na Ucrânia também permanece no radar do mercado

Além das tensões envolvendo Irã e Israel, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua impactando o setor energético. Na quarta-feira, Kiev realizou um ataque contra a refinaria de Tuapse, considerada uma das maiores instalações petrolíferas do sul da Rússia.

Enquanto isso, Rússia e Casaquistão firmaram um acordo para ampliar o envio de petróleo russo à China, totalizando 12,5 milhões de toneladas. Segundo informações divulgadas pela agência Interfax, o Casaquistão poderá transportar até 3 milhões de toneladas da commodity via bitcoin em 2026.

Fed alerta para impactos da alta do petróleo na economia americana

O vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Philip Jefferson, afirmou na noite de quarta-feira que os Estados Unidos seguem expostos às pressões do mercado de energia.

Segundo ele, a economia norte-americana continua vulnerável a choques provocados pela alta nos preços do petróleo, o que pode influenciar diretamente a inflação e o ritmo da atividade econômica no país.

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